sábado, 21 de maio de 2011

Saudade

Dia de sol, de vento gelado, de passear com quem a gente ama, de visitar amigos, de ir a feira, fazer compras, de comprar bobagens de ver TV em casa deitada no sofá, de dar banho na cachorra, de fazer só o que estamos afim... afinal de contas é fim de semana!!!
Mas falta alguma coisa..
Uma agoniazinha dentro do peito... já sei!


Saudade!!! Ai que saudade...

Uma saudade de repente... saudade de alguma coisa que não tem nome nem forma, mas é uma saudade!
Quem sabe saudade de si, saudade de um tempo que ainda nem existiu mas que o sentimento já é praticamente palpável!
Alguém aí já sentiu esse tipo de saudade que estou falando?
Como lidar com a ansiedade que vem ligada a isso, hum?
Nem falo o quando pode ser fácil, mas em quantas opções você tem imediatamente antes de entrar no desespero de atacar a geladeira ou correr para o telefone ligar para todas as pessoas que conhece "tentando" diminuir essa agonia no peito que sente e não consegue identificar exatamente como apareceu.

Quando estou em atendimento e chega alguém mais ou menos nessa situação eu normalmente ouço e faço perguntas algumas vezes antes de começar a debater possíveis limitações impostas por ele próprio, o que é perfeitamente entendível. Investigar o máximo é bem mais eficaz do que fazer várias vezes a mesma coisa, do mesmo jeito para empurrar para dentro na marra uma ideia que é só minha.
Aconselhar ou responder as perguntas duma vez, na lata, é evitar que a pessoa use a cabeça, que ligue o cérebro, que pense por si mesma. E com o tempo isso vira hábito e deixamos de entender o equilíbrio entre a razão e a emoção.

Lidar com a saudade de alguma coisa não identificada tem o mesmo caminho... pergunte-se o que motivou essa saudade, onde estava, o que pensava, com quem estava. Quem sabe assim o real sentido dessa agonia aparece e você tem tempo ainda para tomar um banhão delicioso, colocar aquele vestidinho lindo que comprou essa semana e vai se divertir com quem realmente importa!!!


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